4.7.13

Resenha: A Rainha do Castelo de Ar

Postado por: Stefanie


 Perdi a conta de quantas horas busquei por uma única palavra que pudesse ser tão poderosa para iniciar a resenha de um livro tão indescritível. Pois é... Não consegui. Então acho que vou precisar começar como pede o tradicional.



 “A Rainha do Castelo de Ar” é o terceiro, e infelizmente último, livro da trilogia Millennium, do incrível Stieg Larsson. E não, não estou puxando o saco. Mas, sem sombra de dúvidas, esses livros se tornaram os melhores que já li em toda a minha vida.
 O enredo se desenrola em volta da vida e julgamento de Lisbeth Salander que, mais uma vez, corre o risco de ser internada em uma clínica psiquiatra. Porém, agora, pelo resto de sua vida.  A partir dessa certeza, Mikael Blomkvist se vê na obrigação de não só encontrar provas de que Salander foi uma vítima durante toda sua vida, mas como, também, não é culpada dos crimes que, aparentemente, cometeu.

“- Você teria condições de nos contar a história toda desde o início? – perguntou Holmberg. – Parece que os investigadores particulares estão dando de três a zero na polícia.
 Mikael tentou sorrir.”
                                                             A Rainha do Castelo de Ar, pg 31


 “A Rainha do Castelo de Ar” é mais do que um romance policial. A obra tem caráter de denúncia de temas corriqueiros, e verídicos, na sociedade em que todos nós estamos inseridos. A partir daí já podemos entender porque Larsson foi tão perseguido até mesmo em sua vida como jornalista. Era de se esperar que uma mente que criasse um personagem como Mikael Blomkvist seria tão ousada quanto. 


 “- Como diz o Mikael Blomkvist: só existe um momento certo para publicar, e um número incalculável de momentos inadequados.”
A Rainha do Castelo de Ar, pg 266


 Desde o princípio somos pegos de surpresa. Principalmente por conta da maneira como podemos visivelmente nos deparar com uma trama que não só ultrapassa a história de vida da Salander, mas como também alcança níveis de conspiração nacional com diversas reviravoltas políticas e sociais. 
 Assim, a trama te faz mergulhar entre conflitos de personagens tão brilhantemente construídos que é fácil perder a noção até do tempo. Principalmente ao que se refere à Lisbeth Salander e Mikael Blomkvist. Ela, tão convicta em suas opiniões, tão demasiadamente disposta a lutar pelo o que acha correto e tão absurdamente inteligente. Ele, tão íntegro em sua preocupação com a verdade, com o bem social, que até me sinto na obrigação de me atrever a dizer que Blomkvist tem a personalidade jornalística do próprio Stieg Larsson impressa em páginas genialmente elaboradas.


“Você não é a rainha dos hackers? Pois então descubra! Super B.” 
A Rainha do Castelo de Ar, pg 295


 "A Rainha do Castelo de Ar" te faz roer o que sobrou de suas unhas depois de "A Menina que Brincava com Fogo", e perder o que restou dos últimos fios de cabelo com o desfecho, tendo como único arrependimento não tê-lo lido antes. Um livro que te faz esquecer até mesmo o que acontece em sua própria volta e mergulhar em um mundo tão real quanto.

 Só que bem mais divertido.

“Ela hesitou por alguns segundos. Durante dois anos, mantivera-se o mais longe possível de Mikael Blomkvist. No entanto, ele parecia sempre acabar grudado na sua vida feito chiclete na sola do sapato, tanto na internet como na vida real. Na internet, até podia ser. Ali ele não passava de elétrons e letras. Na vida real, em frente à sua porta, continuava sendo aquele puta homem atraente. E ele conhecia todos seus segredos, assim como ela conhecia os dele.”
A Rainha do Castelo de Ar, pg 685

Um comentário:

  1. Esse livro já estava na listinha dos que precisam ser lidos com urgência. Bem no estilo Samu 192. Maaaas... Depois de ler uma resenha tão apaixonada assim, acho que a trilogia vai acabar furando a fila. hehehe
    Parabéns pela resenha. To salivando aqui. <3

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