9.7.14

Resenha: O Último Olimpiano

Postado por: Stefanie


 Por dois meses tive a honra de receber a ilustre presença do Senhor Jackson em meus momentos de leitura (até mesmo fora deles). O qual chegou lentamente, até mesmo sem muita importância. Isso porque tenho que admitir que os olhos que leram a última página, já não eram mais como aqueles da primeira. Afinal, durante os cinco livros, foi como se o enredo crescesse junto com o semideus e, sinceramente?
 Isso só fez com que a história ganhasse ainda mais meu respeito.




 Depois de estragar os planos de Cronos e seus seguidores ao que dizia respeito ao labirinto, Percy e seus amigos, dessa vez, praticamente sequer têm mais tempo para respirar. Eles adiaram o ataque do grande titã, mas não para sempre. Cronos ainda está em pé e cada vez mais forte. Dessa vez? Para enfrentar os próprios Deuses do Olimpo. Mas claro que com aquela mãozinha que ele sempre consegue.
 Em “O Último Olimpiano” nossos heróis não têm mais escolha. Eles precisam enfrentar o titã tirano que não está mais a fim de esperar um segundo sequer. Cronos está com sangue nos olhos, sedento por vingança, e não vai descansar até que destrua tudo o que lhe desagrada. Seu único problema é que há heróis bem preparados para enfrentá-lo, bem como deuses e seres mágicos, que não estão a fim de render-se.
 E aí? Será que eles conseguem?

Livros com mapa é quase... Qualidade em dobro.

 Prepare-se para encontrar uma Manhattan quase até que apocalíptica. Uma cidade relativamente fantasma onde, o único som que propaga, é o vindo de batalhas árduas e contínuas. Lutas insaciáveis, intensas e corajosas que, acreditem em mim, vão te deixar sem ar.
 É então nesse momento que me permito ter uma pequena crise de fã para com o Senhor Riordan... Porque independente de ele ser escroto ou não com alguns fãs da série, ninguém pode negar o quanto esse autor é indiscutivelmente inteligente, criativo, detalhista. Isso porque você vai encontrar personagens que se mostram crescidos sim, na medida certa, em situações coerentes e cabíveis, com o toque certo de intensidade que não as faz soar monótonas e muito menos forçadas. Rick Roardan soube exatamente o quanto aprofundar-se em cada momento, criando cenas tão incríveis que não pude fazer algo que não aplaudir.


 O modo como ele descreve os personagens, como trabalha com os mesmos, como os faz amadurecer, tudo me soa inteligentemente estudado. Como se, mais do que escrever um livro, o autor os tivesse planejado, quase até como uma profecia. Isso porque, aos meus olhos, não faltou algo a ser respondido. Não há uma questão que tenha deixado uma pulguinha atrás da minha orelha. Mas tenho que admitir que não fiquei muito satisfeita com o desfecho da grande profecia. Não por ela não fazer sentido, faz. Só me senti ligeiramente decepcionada com esse momento em especial.
 Se “O Último Olimpiano” se tornou meu livro favorito da série? Não. Ainda sinto que “A Batalha do Labirinto” está há anos luz e galáxias de adrenalina, qualidade, e criatividade. Mas eu gostei demais do último volume e, sinceramente, acredito que o autor fechou a série com chave de ouro. Inclusive preenchendo lacunas que, aos meus olhos, nem precisavam ser preenchidas. As quais passariam sem importância por mim, mas ele simplesmente foi lá e fez, deixando tudo ainda mais sensacional.


 Além disso, tenho que admitir que raramente gosto tanto de um protagonista como gosto do Percy. Sinceramente, o Nico ganhou mais o meu respeito nos dois últimos livros, mas ainda estou com o filho de Poseidon. Mas principalmente pela maneira como ele não me soa como algo forçado, entende? Percy é natural. Ele sequer me cheira como um personagem que paga de bonzinho para conquistar leitores. Realístico, inclusive, para expor inclusive seus defeitos. Porque ao mesmo tempo em que ele é o herói, também me soa como uma espécie de anti-herói. E eu tenho que admitir que amo isso.
 Em um apanhado geral, eu mais do que indico a série. Inclusive, repito: Por que vocês ainda não leram? O que estão esperando? Vão por mim... Não têm noção do que estão perdendo. É um infanto-juvenil? É. Mas eu posso te garantir que até um adulto é capaz de se encantar pelas aventuras do jovem Percy Jackson e seus amigos. Ainda mais se esse adulto já foi um dia amante da bela mitologia grega. Uma mitologia um pouco menos sanguinária, é verdade, mas que respeita suas bases, ganhando o próprio respeito com passagens intensas que são indiscutivelmente boas e bem elaboradas.



 Sobre “Percy Jackson e os Olimpianos”? Vá ler, sério. Porque mesmo com um princípio parcialmente fraco, posso te garantir que a história cresce junto com seus volumes. O enredo se desenvolve e amadurece quase como se tivesse vida própria, de um jeito tão encantador que realmente me conquistou. Isso porque, ao menos nos dois últimos livros, até mesmo aquela sensação de “falta algo” se perdeu. Ainda que eu tenha que admitir que acho que gostaria muito mais se tivesse lido quando mais nova. Ainda que isso, de maneira nenhuma, desfez o respeito que eu, agora, nutro pela série.


Título: O Último Olimpiano
Autor: Rick Riordan
Série: Percy Jackson e Os Olimpianos
Páginas: 384
Editora: Intrínseca
Nota: ★★★★♥

2 comentários:



Design e Desenvolvimento por