12.6.15

Resenha: Divergente - Veronica Roth

Postado por: Stefanie


  Ultimamente tem se tornado um grande sacrifício, ao começar uma série, vir fazer uma resenha. Justamente por conta de como algumas histórias me deixam curiosa o bastante para que não queira nem piscar até que eu chegue à última página.
  De preferência do último livro.
  É o que está acontecendo com a trilogia Divergente.


  Acabo de terminar o segundo volume da série, Insurgente, e só eu sei o quanto estou me segurando agora para não largar essa resenha inacabada e ir logo ler o último. Porém, já que estou aqui, vou continuar esse momento de auto tortura e falar com vocês a respeito do primeiro livro, Divergente, que já acabei há certo tempo.
  O primeiro volume da série, como esperado, é o que prevemos de toda história distópica. Uma sociedade pós apocalíptica que viu-se obrigada a buscar uma nova forma de tentar preservar a humanidade. Nesta em questão, como suponho que todos saibam, pessoas foram divididas em cinco facções, as quais são apresentadas como Amizade, Abnegação, Franqueza, Erudição e Audácia.
 Não pretendo me prender muito em pequenos detalhes, até porque mais uma vez estou dando um show do que é ler uma série depois que todos já leram; portanto, vou seguir a partir daqui com um tom mais pessoal a respeito da leitura, que tem muitos pontos positivos sim, mas também negativos. 
  Alguns até cansativos demais.


  Por tratar-se de um infanto-juvenil me vejo até com certo receio de apontar certo tom “bobo” em alguns momentos da leitura; afinal, não é como se eu fosse o público alvo (falando sobre a idade, antes que tirem as próprias conclusões). Porém, estes às vezes se repetem com tanta frequência, que a partir da minha convivência com livros da mesma faixa etária, até mesmo infantis, faz com que eu conclua que esse tom “bobo” não diz respeito ao público alvo em si. Simplesmente não ficou bom. Ao menos tive a sensação de que algumas coisas soaram forçadas demais, e não muitos críveis, o que me desanimou até a continuar a ler em alguns momentos. Principalmente ao que diz respeito a certas partes que você nota que a autora desejou ser engraçada, mas que só me despertou aquele famoso: cri cri cri.
  Apesar disto, tenho que admitir que gosto da ideia das facções, o intuito de cada uma, compreendendo até mesmo a justificativa do porquê de elas terem sido criadas, o que traz ao livro também outro ponto essencial de toda distopia: crítica ao governo. Não digo que esta seja exposta, tocável, como em outros livros, mas ainda se nota. É como se a crítica de certa maneira estivesse meio que entrelinhas, em rascunhos, e ao menos no primeiro título da trilogia, a política é somente mostrada como uma disputa pelo o que já existe, o que é oposto ao que as distopias costumam fazer. Afinal, uma distopia como “Admirável Mundo Novo”, “1984”, e “Jogos Vorazes” (para que não digam que só cito clássicos), mostra a crítica ao poder vigente, a fim de promover uma mudança, e não uma disputa para que tudo continue a mesma coisa.


  Sobre os personagens, não tenho o que criticar. Apesar de desgostar de alguns, não posso negar que a personalidade de cada um é bem individual, e que ao menos nesse primeiro livro não se perde. Até mesmo com a mudança e evolução natural destes, a base ainda é a mesma, e não há algo que mais admiro do que um autor que saiba deixar seus personagens consistentes.
  Pois bem, eu indico a trilogia. Não digo que é a melhor distopia do mundo, porque não é. Na verdade está longe de ser. O livro é divertido, um pouco letárgico em certas partes, mas ainda divertido. Me tomou sorrisos, mas em alguns momentos ainda aquela sensação de “Argh, que saco esse mimimi”, principalmente pelas cenas românticas que às vezes me soam... Exageradas. No sentido de: “Espera! Distopia e romantismo não combinam muito bem”. Mas ainda sei que agrada a muitos, então tenho certeza de que é um ponto positivo para muita gente.


  Não digo que o livro é ruim. É bom. Não me arrependo de ter lido, e na verdade até agradeço. É uma leitura divertida, apesar de não muito profunda, que tranquiliza, distrai, e dá uma leve pontada de curiosidade que nos mantem virando as páginas. Tem altos e baixos, como a maioria dos livros, mas é gostosinho de ler, sobretudo pela personalidade de alguns personagens, e a essência verdadeira de cada facção. A verdadeira.


Título: Divergente
Série: Divergente
Autora: Veronica Roth
Páginas: 500
Editora: Rocco
Nota: ★★★☆☆

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