27.4.18

RESENHA: "A ÚLTIMA CHANCE" - KAREN KINGSBURY

Postado por: Stefanie


Olá pessoas, como vão?

Meu nome é Sara, e a partir de hoje farei parte do time Mundos Impressos, junto com a Stefanie (aeee \o/)

E para começar, hoje trago aqui uma resenha de um livro que amei ler e vou comentar um pouquinho para vocês...

De todos os livros que li em minha vida, nunca senti em nenhum deles uma mensagem tão marcante e tão bonita como este livro me deixou. A “Última Chance” é um livro que não apenas mexe com seu psicológico, mas que também ultrapassa o espírito, transcendendo todos os sentidos imagináveis e inimagináveis do ser. 

Sinopse: Ellie Tucker é uma menina de quinze anos que possui um melhor amigo (e seu amor) chamado Nolan Cook. Um dia antes dela se mudar para o outro lado do país com o pai, ela e Nolan escrevem cartas um para o outro e as enterram debaixo de um velho carvalho. O plano era se reencontrar ali, naquele mesmo lugar, dali a onze anos, para lerem o que cada um escreveu. Agora, conforme a data se aproxima, muita coisa mudou. Ellie já não acredita mais em si mesma e luta para criar a sua filha sozinha. Na correria do dia a dia, ela sempre encontra tempo para ver na TV seu antigo amigo Nolan, hoje um famoso jogador profissional de basquete. O que poucos sabem é que as perdas que ele sofreu na vida pesam em sua alma. Mesmo com toda a fama e sucesso, Nolan se sente sozinho, assombrado pelo vazio que domina seu coração desde que sua melhor amiga foi embora. Tanto para a desiludida Ellie, quanto para o intenso Nolan, o reencontro é mais do que uma promessa de adolescência – é a última chance de descobrir se é tarde demais para se entregarem ao amor. 

Primeiramente gostaria de comentar o quanto para mim foi difícil ler esse livro e como eu mudei meu conceito sobre ele a cada página que lia, transformando minha forma de não julgar um livro apenas pela capa e pela sinopse. Eu não sou cristã propriamente dita, vivi no cristianismo durante quase 16 anos de minha vida, mas quando precisei realmente do chamado DEUS – em uma das épocas mais difíceis que vivi –, não senti e nem ouvi sua resposta, e assim acabei me afastando cada vez mais dessa prática da fé, me tornando o que sou hoje, uma pessoa sem religião. Ou seja, eu acredito que exista algo, ou alguém superior, mas não consigo e nem quero dar um nome a ele. 

Bom, comprei esse livro no final de 2015, em uma loja no Shopping da Lapa. Lembro-me que no dia estava com muita vontade de ler um romance, e assim que olhei para esta capa, comprei. Sem nem ao menos ler do que se tratava. Depois de uns dois meses com ele parado na estante, resolvi ver qual era a sua sinopse. Larguei ele de mão, naquele momento vivia um tipo de repulsa todas as vezes que ouvia o nome de DEUS, odiava quem falava e muito mais ainda quando lia algo a respeito, sendo assim nunca mais peguei ou olhei para esse pobre e bendito livro. 

Mas o ser humano é perspicaz, não é? Semana passada, quase 3 anos após o ocorrido, me vi olhando e analisando esse livro novamente e tcharam! Aqui estou: resenhando e pedindo um milhão de desculpas a esse coitado, por tê-lo julgado e feito mal caso dele. 

Compartilhei esse momento, pois sinto que finalmente posso olhar para DEUS ou para quem quer que o chame, de outra maneira. Assim como a Ellie se permitiu fazer durante sua trajetória. 

Muita coisa acontece na vida da gente, muitos erros, muitos acertos e principalmente muitos aprendizados. E comigo, assim como ela, não poderia ser diferente.

Ellie Tucker passou de uma menina de quinze anos que tinham muitos sonhos (e por incrível que pareça, até os mesmos sonhos que eu), para uma adulta responsável que agora tinha uma filha para criar. Sozinha, num mundo onde cada vez mais as pessoas só sabem julgar e condenar quem elas acham que tem pensamentos e ideias diferentes, tornando vidas um inferno.

Aqui temos como o carrasco o próprio pai de Ellie, que na sua cegueira de fé absoluta, acaba destruindo sua família – primeiro com Caroline, a mãe de Ellie, a qual ele por anos a fio maltratou e por fim abandonou em outra cidade; depois com Ellie, que no momento que mais precisava de sua família, foi julgada e castigada pelo seu pai e acabou se afastando de tudo e de todos, chegando a até mudar seu sobrenome para que ninguém a achasse.

Olhando agora de uma perspectiva mais ampla, olho Alan Tucker como um retrato do mundo que vivemos hoje. Onde as pessoas pregam religiões e usam a mesma para justificar a falta de empatia para com os outros em sua volta, ou mesmo para cometer crimes e atrocidades contra os mesmos. 

Com o passar do tempo, e os acontecimentos da história, percebemos cada vez mais o quanto Ellie ficou desacreditada da vida, e como tantas decepções conseguiram transformá-la em uma mulher medrosa e sem perspectivas de amor e fé para consigo mesma. 

E agora vamos ao ponto chave e mais cativante desse livro... 

O que para você é perdoar? O que você seria capaz de fazer para ter de volta em sua vida aquelas pessoas que significam tudo para você? Você seria capaz de se perdoar primeiramente? 

A “Última Chance” nos traz não apenas uma história de amor na adolescência, mas também como o ser humano pode ser maravilhoso a partir do perdão. 

Ter uma última chance não é apenas para o amor, mas sim para nossas vidas, para como estamos as vivendo. Será que nos perdoamos por tudo o que fazemos? Ou será que estamos vivendo apenas esperando que um dia isso aconteça? 

Termino minha resenha dizendo que este livro não é feito apenas para ser lido com os olhares da mente, mas sim com os olhares da alma, os olhares do coração. 

Se perdoem, sempre.
 
Espero que tenham gostado.
Comentem o que acharam.
E não se esqueçam de nos curtir em todas as redes sociais.
Nosso projeto existe por conta de vocês.

Nos vemos na próxima ;)

Um comentário:

  1. Seja bem vinda, Sara! Muito obrigada por fazer parte desse mundinho ♥

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